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Assessoria Técnica Independente aos Povos Indígenas Pataxó́ e Pataxó́ Hãhãhãe

A ATI INSEA nasceu do reconhecimento, no Termo de Ajuste Preliminar (“TAP-E Pataxó”, 05/04/2019), do direito à assessoria técnica independente aos integrantes da comunidade indígena Pataxó e Pataxó Hãhãhãe da Aldeia Naô Xohã, atingidos pelo rompimento das barragens da Vale S.A. em Brumadinho/MG, ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Nosso objetivo é garantir e efetivar o direito à Assessoria Técnica Independente das pessoas, famílias e comunidades indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hãhãhãe atingidas pelo rompimento das barragens da Vale S.A. em Brumadinho-MG.

Buscamos assegurar o acesso à informação qualificada, orientação técnica e participação informada no processo de reparação integral dos danos sofridos, contribuindo para o restabelecimento de seus modos de vida tradicionais.

Linha do tempo

O rompimento das barragens da Vale S.A.  atingiu profundamente a comunidade indígena Pataxó e Pataxó Hãhãhãe da Aldeia Naô Xohã, localizada às margens do rio Paraopeba, no município de São Joaquim de Bicas, gerando danos socioambientais, culturais e territoriais de grandes proporções.

O Termo de Ajuste Preliminar — TAP-E Pataxó 
reconheceu oficialmente o direito das comunidades indígenas a uma Assessoria Técnica Independente (ATI), garantindo apoio autônomo e qualificado frente à mineradora.

O Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA) 
foi selecionado para exercer esse papel, consolidando a
ATI INSEA como ponte técnica, social e intercultural entre os povos atingidos e o sistema de reparação.
A atuação teve início efetivo em 2021, com uma equipe multidisciplinar e metodologias participativas junto aos povos Pataxó e Pataxó Hãhãhãe.

Com base na independência técnica prevista no TAP-E, a ATI INSEA passou a garantir participação informada, respeito aos protocolos culturais e protagonismo dos povos indígenas no processo reparatório, construindo relações de confiança e valorizando saberes tradicionais.

Decisão da Justiça Federal determinou à Vale S.A. a prorrogação da atuação da ATI INSEA “até a conclusão do processo reparatório integral”, posteriormente confirmada pelo TRF6.
Em novembro de 2023, o tribunal ampliou o alcance do projeto, permitindo que outras comunidades indígenas também optassem por receber a assessoria.

O projeto consolidou-se como instrumento essencial na tentativa de equilíbrio nas relações de poder entre as comunidades indígenas e a mineradora, reafirmando sua legitimidade institucional.

Abordagem Metodológica​

Construindo relações de confiança e reciprocidade com os povos assessorados, o trabalho é guiado por uma abordagem participativa, que coloca os povos indígenas como protagonistas do processo de reparação, respeitando suas formas de organização social e conhecimentos tradicionais. Esta metodologia intercultural articula saberes ancestrais e conhecimento técnico-científico.

A ATI INSEA tem como premissa a independência técnica em relação à Vale S.A., conforme estabelecido na cláusula 6ª do TAP-E Pataxó, tendo como missão assessorar as comunidades indígenas “no que for necessário” para o processo de reparação integral dos danos sofridos e o restabelecimento de seus modos de vida tradicionais.