O projeto com foco no fortalecimento das mulheres catadores, indígenas e atingidas pela mineração é realizado pela ASMARE e uma rede cooperação entre organizações e instituições que fomentam o Ecossistema de Cooperação e Transição.
Mulheres de diferentes territórios, identidades e trajetórias reuniram-se para compartilhar experiências, refletir sobre os desafios vividos em suas comunidades e construir caminhos coletivos para o fortalecimento de sua autonomia econômica, social e política.
Participaram dessa caminhada mulheres catadoras de materiais recicláveis, indígenas, atingidas pela mineração, agricultoras, artesãs e lideranças comunitárias. Embora suas realidades sejam diversas, os encontros revelaram algo em comum: são as mulheres que, muitas vezes, sustentam as redes de cuidado, preservam saberes, organizam o trabalho coletivo, defendem direitos e criam respostas para os problemas enfrentados nos territórios.
Mais do que transmitir conteúdos, os encontros buscaram criar espaços de confiança, escuta e reconhecimento dos conhecimentos produzidos pelas próprias mulheres.
Integrando uma estratégia de desenvolvimento sustentável, uma rede viva de pessoas, organizações, saberes e iniciativas que, por meio da cooperação, da justiça socioambiental e da valorização dos territórios, constroem caminhos para a transição rumo a modelos econômicos mais sustentáveis, solidários e regenerativos.











Objetivos
Promover cooperação técnica para fortalecer processos formativos e organizativos, ampliando: condições de vida, iniciativas produtivas, relações de gênero mais equilibradas, acesso a políticas públicas, proteção e valorização dos saberes tradicionais, formação de novas lideranças femininas
Integração das Redes de Mulheres
Fortalecer o ecossistema de cooperação metropolitano, integrando mulheres indígenas, catadoras e atingidas pela mineração
Formação e Capacitações
Desenvolver atividades específicas para cada grupo, com foco em liderança, direitos fundamentais e estratégias de Bem Viver.
Espaço Metropolitano de Articulação
Estimular a criação de um espaço de integração das lutas das mulheres, ampliando iniciativas produtivas, trabalho e renda, segurança alimentar e enfrentamento climático.
Participação e Direitos
Garantir ambientes que promovam participação efetiva, troca de experiências, acesso à informação e fortalecimento dos direitos humanos.
Rede Campo–Cidade
Consolidar uma rede metropolitana que integra campo e cidade, gerando alternativas econômicas sustentáveis e cidadania.
O projeto reafirma o compromisso com o fortalecimento das mulheres da Região Metropolitana de BH, valorizando seus saberes, trajetórias e protagonismos. Ao promover formação, intercâmbio, mobilização e redes de apoio, um passo decisivo para promover o Bem Viver, a equidade de gênero e o enfrentamento das desigualdades históricas.









O projeto empoderará 120 mulheres — catadoras, indígenas e atingidas pela mineração, visando ampliar:
Lideranças
Relações de gênero equilibradas
Construção de alternativas de Bem Viver
Autonomia
Enfrentamento de desigualdades
Das experiências ao compromisso coletivo
As reflexões e propostas construídas ao longo da caminhada foram reunidas na
Carta-Manifesto das Mulheres pelo Ecossistema de Cooperação e Transição.
O documento reafirma que não haverá transição justa sem o protagonismo das mulheres e estabelece compromissos com a autonomia econômica, o trabalho digno, a participação política, a valorização dos saberes ancestrais, populares e comunitários, a justiça climática, o enfrentamento às violências e o fortalecimento das redes de cuidado.
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