Fortalecimento das mulheres

fortalecimento das mulheres catadoras, indígenas e atingidas pela mineração

O projeto de fortalecimento das mulheres catadores, indígenas e atingidas pela mineração é realizado pela ASMARE, em parceria com o INSEA e demais organizações do Ecossistema de Cooperação e Transição.

Desde 2022, a ASMARE, organizações de catadores e o INSEA, articulados pelo Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária – ORIS, desenvolvem ações voltadas para a transição justa, o desenvolvimento sustentável e o cumprimento da Agenda 2030 e dos ODS.

As atividades acontecem no CICLOS, em Esmeraldas/MG, espaço dedicado à integração campo–cidade e à construção de soluções compartilhadas. Esse território enfrenta condições de vulnerabilidade social, insegurança alimentar, trabalho informal e impactos socioambientais que atingem especialmente mulheres catadoras, indígenas, ribeirinhas e rurais.

As mulheres organizadas, por meio de iniciativas como a frente “Mulher bonita é mulher que luta”, vêm articulando apoio mútuo, construindo caminhos de empoderamento e estabelecendo conexões com mulheres indígenas Pataxó e Pataxó HãHãHãe, e mulheres atingidas pela mineração nos municípios da Bacia do Paraopeba.

Esse processo deu origem ao Ecossistema de Cooperação e Transição, espaço que integra grupos, fortalece saberes, compartilha experiências e impulsiona transformações econômicas, sociais e formativas na região metropolitana.

Objetivos

Promover cooperação técnica para fortalecer processos formativos e organizativos,  ampliando: condições de vida, iniciativas produtivas, relações de gênero mais equilibradas, acesso a políticas públicas, proteção e valorização dos saberes tradicionais, formação de novas lideranças femininas

Integração das Redes de Mulheres

Fortalecer o ecossistema de cooperação metropolitano, integrando mulheres indígenas, catadoras e atingidas pela mineração

Formação e Capacitações

Desenvolver atividades específicas para cada grupo, com foco em liderança, direitos fundamentais e estratégias de Bem Viver.

Espaço Metropolitano de Articulação

Estimular a criação de um espaço de integração das lutas das mulheres, ampliando iniciativas produtivas, trabalho e renda, segurança alimentar e enfrentamento climático.

Participação e Direitos

Garantir ambientes que promovam participação efetiva, troca de experiências, acesso à informação e fortalecimento dos direitos humanos.

Rede Campo–Cidade

Consolidar uma rede metropolitana que integra campo e cidade, gerando alternativas econômicas sustentáveis e cidadania.

O projeto reafirma o compromisso com o fortalecimento das mulheres da Região Metropolitana de BH, valorizando seus saberes, trajetórias e protagonismos. Ao promover formação, intercâmbio, mobilização e redes de apoio, um passo decisivo para promover o Bem Viver, a equidade de gênero e o enfrentamento das desigualdades históricas.

O projeto empoderará 120 mulheres — catadoras, indígenas e atingidas pela mineração, visando ampliar:

Lideranças
Relações de gênero equilibradas
Construção de alternativas de Bem Viver
Autonomia
Enfrentamento de desigualdades